29 de janeiro de 2012

Uma Pomba Entre Redis!





“Ainda que vos tenhais deitado entre redis, contudo sereis como as asas duma pomba, cobertas de prata, e as suas penas de ouro amarelo” Sl 68:13

Wilma Rejane
Esse verso Bíblico para mim tem um: “Selá”: Pare, medite mais um pouco. Olhos, ouvidos e coração param diante dessa declaração tentando compreendê-la. Li e reli repetidas vezes, em silêncio, em voz alta e por fim exulto: “Meu Deus, isso é formidável!” é isso que Queres dizer!  Pode ser que alguns demorem bem menos que eu a descobrir a maravilhosa lição contida nesse Salmo, ou quem sabe, ele passou despercebido em suas meditações.
Redil: curral para gado, esp. ovino ou caprino; aprisco
A imagem é de alguém deitado em um curral, em situação humilhante, alimentando-se de bolotas de fezes e aprisionado pelos limites do cercado. Alguém em situação degradante. Assim como Jó: “Então saiu Satanás da presença do Senhor e feriu a Jó de ulceras malignas, desde a planta do pé até ao alto da cabeça. E Jó tomou um caco para se raspar com ele; e estava assentado no meio da cinza” Jó 2:7, 8
“Deitado entre redis”: o redil tenta roubar nossa identidade rebaixa o homem a condição de inferioridade e impotência, total dependência.  Alimento impróprio, futuro incerto, isolamento. Assim como Jó: Sem amigos, bens e família. Em meio as cinza estava ele, um caco de gente, socorrido por um caco de mundo, cruel redil.
“... contudo sereis como as asas duma pomba, cobertas de prata, e as suas penas de ouro amarelo” Sl 68:13
Vejam que não é uma simples pomba, é uma pomba especial, com metais preciosos. Estranho, não? Um ambiente hostil e pobre de um redil, abrigar uma pomba fenomenal, graciosa, incomum e preciosa. Esse pássaro simboliza o Espírito Santo de Deus, a liberdade: “E João testificou, dizendo: Eu vi o Espírito descer do céu como uma pomba, e repousar sobre ele (Jesus)” Jo 1:32.
Grande Deus! Aprendo que o cristão não está isento de redis, mas que nesse terrível lugar Deus está a nos guardar e que nessa hora, somos ainda mais preciosos aos olhos do Pai. Através do Espírito Santo, temos o espírito liberto para encontrar conforto e refrigério, em meio à lama e toda sorte de males que assolam no redil. Aprendo que os limites da cerca, não podem conter minha fé, minha voz, meu encontro com o Trono da graça.  A carne, os ossos, a mente, a voz, a vida podem descer aos lugares baixos de miséria, abandono e sofrimento, mas nosso espírito se eleva ainda mais alto: “nem altura, nem profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” Rm. 8:39.
Já estive entre redis e foi justamente nesse lugar que Deus me mostrou quão especial eu era. Deitada na lama percebi minha fragilidade humana e a grandeza de Deus. Descobri, através do vôo com asas prateadas e douradas que o amor de Jesus havia me libertado da condição de morte, derrota. Aquecida pelo incomparável amor, percebi que Deus exalta e rebaixa a Seu tempo e que de Suas mãos vem todo e qualquer favor. Sem Jesus a morte me moldaria naquela lama do redil, até por fim ser eu exterco pronto para ser queimado. Deus, contudo me ergueu ao céu, quando através do espírito O busquei, com intensidade e arrependimento.
Estava confortável com as honras e glórias que a profissão de jornalista havia me concedido: programa de audiência, patrocínios, presentes, vaidades e mais vaidades. Até que aquilo tudo cheira mal diante de Deus e Ele me diz: ok Wilma, você está se achando muita coisa, não é? Vou te mostrar exatamente quem você é. Precisei descer, me humilhar, perdi a visão de um olho, fiquei seis meses de médico em médico sem um diagnóstico preciso e onde estavam meus amigos? A fama? Distante da família chorei horrores, meditei e questionei Deus: “O Senhor está me vendo? Sei que está porque não faz nada?”. Merecia ser morta por tamanha blasfêmia, mas Deus me aqueceu em Seus braços e revelou um amor inigualável. Nasci de novo, para uma viva esperança. Glorificado seja o Senhor!
Voltando ao exemplo de Jó vamos vê-lo abatido e humilhado, mas como pomba em redil confessa: “Porque eu sei que o meu Redentor vive e que por fim se levantará de sobre a terra” Jo 19:25. Eis o mistério da fé, proclamado pelo apóstolo Paulo: “A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo” II Cor 12:9.
É essa a lição de ser pomba de asas pratedas e douradas em meio ao redil. Na adversidade lembremos: Deus jamais esquece um filho seu, somos preciosos a Seus olhos e Ele tem cuidado de nós. Ainda que tentem roubar nossa identidade e aprisionar nosso corpo e mente, o espírito, contudo, estará sempre livre para buscar e louvar Aquele que por nós se entregou com eterno amor.  Ele nos ama.
Que Deus nos abençoe.

Por: Jesus dentro do barco
27/01/12
Fonte: A tenda na rocha

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